Escolhas,
Hoje,não quero a fachada de um riso fácil.
Prefiro o sorriso largo que min'alma
resolveu de mim esconder.
Estamos em desacordo ,
minha'lma e eu.
Não quero o riso da piada de duplo sentido.
Nem quero da chalaça o riso debochado.
Quero a verdade que permeia
o sentimento puro, ao inefásto.
Não quero núvens pesadas,quero a leveza da brisa,
Não quero o sol,dele apenas quero a lluz.
Quero o abraço que agrega,não o afastamento.
Quero nesse desacôrdo,achar o único bem
que nos redime.
Não quero a fidelidade da inconstancia.
Quero sim,a inconstancia dos desacertos.
A alegria sincera,da tristeza perdida.
Quero o gesto que ampara a lágrima
que fica suspensa...e acolhe o
choro contido.Não quero voar,
quero meus pés descalços firmes,
na grama úmida pela chuva de ontem.
De mim minha'lma se esconde.
Tem altares que desconheço,
mas não os tenho apreço.
Precisamos,minh'alma e eu,
nesse desacôrdo,manter a rima,
saber,
Que sou dela espelho,
E que ela se espelha em
mim.
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