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Mostrando postagens de setembro, 2013

Vesti-me...

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Vesti-me com meus restos de saudade, busquei no sotão os sonhos que sonhei... e no porão busquei as cores da vida que pra mim sonhei. E vestida assim; lembrei-me...relembrei-me cada detalhe, nos retalhos daquele vestido que eram da cor das lágrimas,que eu via refletidas no espelho da mimha alma. Girei em voltas vestido rodado, tão rodado,que muitas das minhas saudades, não as reconheci ali. Estavam bem escondidas no franzido da vida. Tão tristes eram...tão feias pra mim... Suavemente deslizei minhas mãos pelo vestido, e revivi, cada detalhe um rosto! Cada rosto um riso, cada riso um significado. E eu não gostava daqueles significados, davam-me medos, eram meus fantasmas particulares. E eu já não tinha mais tamanho pra enfrenta-los, melhor deixa-los; no escondidinho de minhas dores ou; ou saudades ( qui sá )! Meus medos,meus desafetos o carinho que não ganhei! Detalhes bobos,diria alguém. Não pra mim...que criança ainda, não sabia,que adultos mal amados, ...

desafeto!

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Meu desafeto,é literalmente,torridamente quente e luz. Nos obstáculos que encontra, torna-se sombra, só pra  que se lembre dele a luz... Esse meu desafeto, deixa-me inquieta, e, se sobre ele pudesse, baixaria  decreto. Lhe seria inadequado brilhar assim tão estupidamente belo,majestoso, escandalorosamente luminosso. Teria que a prender a discrição! Disfarçar-se por entre frestas, deixar-se ausentar, onde não se lhe deseja a presença. Atrevidamente meu desafeto invade os cantos e, por recantos apaixona-se, imcorpora-se ao tempo, à paisagem; ao seu bel brazer. Tende levantar-se quando ainda, nem amanheceu... apenas um borrifar, uma aquarela leve da manhã! E vem pomposo! Invasor. Feito repaz garboso! E para ir-se então; é um disbunde! De tão linda é a sua insana cena "adeuzistica"; teatral! Digno de aplausos. E os tem! E tem companheira, que lhe vem cobrir a ausência. Tão discreta, quanto lhe concede a no...

lamentos

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Lamentos... sou e, estou um caos de mim mesma! Vivo em fragmentos de saudades. Lembrar dói! Melhor, não! Melhor caminhar a passos lentos; e sair, do caos em que me fiz lamento. Sou melancolia...sou as ausências que trago comigo,e em mim acharam de fazer morada, e que me pesam de maneira quase bucólica; "outonal" até!... Mas as mergulho todas; em cores de arco-íris, para revesti-las com esperanças de primavera! - graça -

um canto...

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...e no caminhar lento que se fez, a euforia da festa passara, dentro só restara nada em lugar algum... e em todo lugar... Mas olhando com vagareza, descobri bem no canto da parede, na divisa do sonho e a ilusão um sinal; afinal, não era apenas u m sonho e ilusão, era sim,  um sonho com esperanças... havia restado uma flor... nem tudo era só espinhos! Haviam flores! Uma! Mas restara, e era uma flor! - graça -

À minha irmã

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À minha irmã; que está no céu. Você me deixou o que ? Orfã de irmã? Você nem imagina como dói; senão não teria me deixado, assim tão só de você! E as nossas conversas na cozinha, em cima da cama, sua ou minha...e as dores que carrego; e que a ninguém eu conto,só a você as contaria... E nosso futuro de irmãs que sonhamos tanto juntas! Até hoje; sinto a dor de seus tapas na minha bunda! Até hoje; sinto o brilho de alegria que no seu olhar eu via, quando me olhava lá no mais profundo da minha alma. Ainda hoje, sempre; por você eu misturo minhas lagrimas às águas que tento me lavar; das saudades impregnadas de você em mim, no meu corpo. Lembra que era a única irmã que eu tinha? Me sinto só sem você! Irmã não é filha, não é prima, não é uma amiga,ou melhor, nem sempre é,e não é só amiga;não é verdade? Não é! É irmã...irmanzona, feito você! E eu ainda pedi a Deus que lhe levasse!... Eu queria a sua cura, mas nesse mundo,não foi possível! Aí Ele achou melhor,levar você de mim... Beijos, o...

em caixas ....

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Esvaziando caixas, enchendo caixas. Desfazendo malas fazendo malas... desfazendo de excessos, colocando leveza,nas caixas,nas malas... Saindo de lugares, Ocupando outros lugares. Que não o meu coração! Deixando lugares, e buscando outros! - graça -

Sem guerras!...

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Não quero guerras, me bastam as minhas interiores. Nem sei quando em mim mesma, me ataco ou nem mesmo quando me defendo... Sei de uma guerra que nela, eu sempre perco a batalha. Não sei, não gosto de só estar! Meus sonhos,são todos construidos num mutirão de mãos que dão em cumprimentos, abraços que se alargam pro abraço. Por olhos que percorrem em segundos, quilometros nos espaços que meus olhos alcansam... Minhas pernas, vão e venhem com  tal destreza, que nem me lembram das outras minha pernas de quando estou só! Paralizam. E nem quero aprender a ser só! Dói! Vou buscar pra mim,um canto que me encante,e seja um canto de juntar muita gente!Então cantarei... Sei que pra vida, vou perdendo os aconchegos que criei na ilusão de que seriam meus. Não me preparei, esqueci de me lembrar, que ela poderia chegar um dia. E no agora, me resta a luta. Uma batalha pra mim cruel... Preciso ir ao encontro de mim mesma, lá onde eu me ...