Fachada!


Hoje,
não  quero a fachada de um riso fácil.
Prefiro o sorriso largo que min'alma
resolveu de mim esconder.
Estamos em desacordo ,
minha'lma; e eu.
Não quero o riso da piada de duplo sentido.
Nem quero da chalaça o riso debochado.
Quero a verdade que permeia
o sentimento puro, ao inefásto.
Não quero núvens pesadas,
quero a leveza da brisa,
Não quero o sol,
dele apenas quero a lluz.
Quero o abraço que agrega,não o do afastamento.
Quero nesse desacôrdo,
achar o único bem
que  nos redime.
Não quero a fidelidade da inconstancia.
Quero sim,
a inconstancia dos desacertos.
A alegria sincera,da tristeza perdida.
Quero o gesto que  ampara a lágrima
que fica suspensa...e acolhe o
choro contido.
Não quero voar,
quero meus pés descalços firmes,
na grama úmida pela chuva de ontem.
De mim; minha'lma se esconde.
Tem altares que desconheço,
mas não os tenho apreço.
Precisamos,minh'alma e eu,
nesse desacôrdo,
manter a rima,
saber, 
Que sou dela
espelho, 
E que ela;
se espelha em mim.
minha'lma sente,
 é inveja de mim.
mim.

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