Rosa; Mulher!...
Palmas no portão.
Seu nome soube depois,
era Rosa,conheci Rosa.
Eu vi Rosa,
Rosa chorosa em olhos de lágrimas,
qual rosa se despetalando...
e nem chorava!
Rosa tinha dor.
Dor de saudade!
Dor de ir embora...
Mas Rosa nem chegara!...Nem ficou.
nem foi embora...
e nem lá ficou!
Como voltar...
não tinha como voltar,
...se de lá,
seu coração nunca saiu!..
Mas os olhos de Rosa,estavam voltando,
pra casa de sua lembrança!
Pro seu povo pobre.
Do povo pobre que não era pobre só!
Dividia a pobreza !
A pobreza lá,não se completava depois do gesto.
Gesto de retirada da pobreza, de quem é pobre só;
pra se ser podre junto!
Lá de onde Rosa veio, poeira vermelha,
face rosada do sol,cobrindo-lhe a pele branca.
Lá de onde Rosa veio,é pra lá que quer voltar!
Nos olhos de Rosa, a tristeza de não estar lá,
sem nem mesmo gostar de aqui ficar.
Nem a rosa, literal, me apresentou-se assim,
tão cheia de espinhos...
E a Rosa era dos olhos de água fácil,
água que nem a face molhava;
tinha choro farto guardado.
Pobre da Rosa,quem nem se achava rosa,
mas era, e linda!
Vi Rosa com seus espinhos, murchar!
Se despetalar de angustia,se silenciar nos gestos!
Só murmúrios sem esperança...
Nem descaminhos tinha pra neles caminhar!
Nem pegadas tinha...pra neles colocar os´pés,
e voltar.
Mas voltaria,
ah! sim...
voltaria.
Seu nome soube depois,
era Rosa,conheci Rosa.
Eu vi Rosa,
Rosa chorosa em olhos de lágrimas,
qual rosa se despetalando...
e nem chorava!
Rosa tinha dor.
Dor de saudade!
Dor de ir embora...
Mas Rosa nem chegara!...Nem ficou.
nem foi embora...
e nem lá ficou!
Como voltar...
não tinha como voltar,
...se de lá,
seu coração nunca saiu!..
Mas os olhos de Rosa,estavam voltando,
pra casa de sua lembrança!
Pro seu povo pobre.
Do povo pobre que não era pobre só!
Dividia a pobreza !
A pobreza lá,não se completava depois do gesto.
Gesto de retirada da pobreza, de quem é pobre só;
pra se ser podre junto!
Lá de onde Rosa veio, poeira vermelha,
face rosada do sol,cobrindo-lhe a pele branca.
Lá de onde Rosa veio,é pra lá que quer voltar!
Nos olhos de Rosa, a tristeza de não estar lá,
sem nem mesmo gostar de aqui ficar.
Nem a rosa, literal, me apresentou-se assim,
tão cheia de espinhos...
E a Rosa era dos olhos de água fácil,
água que nem a face molhava;
tinha choro farto guardado.
Pobre da Rosa,quem nem se achava rosa,
mas era, e linda!
Vi Rosa com seus espinhos, murchar!
Se despetalar de angustia,se silenciar nos gestos!
Só murmúrios sem esperança...
Nem descaminhos tinha pra neles caminhar!
Nem pegadas tinha...pra neles colocar os´pés,
e voltar.
Mas voltaria,
ah! sim...
voltaria.

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