Antes do programado...


Se, um dia na vida ..
Já ;quando longe estiverem,
os dias da tua juventude;
Repara bem.
Se teus pés,num desses dias, quaisquer
ao pisar o chão de sempre,
Como já o fizera dantes,
tantas vezes,...
Sentir com que; se pontas de pregos
fosse,no lugar do piso frio
a que já estavas acostumado.
E, teus joelhos baterem-se em estalos;
feito  palmas fossem...
E teu quadril;como que emperrado;
a contra gosto seu,
e ao gosto dele;
(o tempo ) ...
Não quiserem,
ou não puderem
Mais dançar!..
se brutalizarem os
Movimentos deles,
Impossibilitando- os;
Dos;
“SÃO DOIS PRA  LÁ, DOIS PRA CÁ”...
Corre então!...
Contra toda impossibilidade
que queira se instalar!
Que te inviabilize, voar e a te deslizares
Numa valsa estonteante...
Dança então!...
Mas dança!
Sem grandes movimentos,
Mesmo que seja o movimento
Um esforço lento...
Compassivo e ritmado.
Dança!... Dança!  Mas lembra,
É o tempo chegando...
Antes do programado.
Lento!
Mas chegando...
Sem que notes;
cheio de meandros...
Aí!
Só aí,...te aperceberás.
Aperceberás,
quando ao baixar-te
virar-te à direita ou à esquerda....
Curvando-te,com as mãos a buscares,
Num alongamento; o chão.
Ou te inclinares pra traz
numa tentativa de relaxar...
Massageando-te os próprios ombros,
Desconfortavelmente!
Melhor seria...
Se; marionete fosses
com cordões a te liberar
sem incomodo algum;
os movimentos..tão gestuais!
É o tempo!
Dificultando teus movimentos... 
Os gestos a que estavas tão acostumado!!!...
É o tempo anunciando...
que a cada um;
ele vem.
Vem e,
 apresenta a conta
Em qualquer tempo...,
No tempo dele; que a ele aprouver,
A seu bel prazer...
Depende  dele, independe de nós!
Mas ele chega e se  impoe.
Na tentativa de driblá-lo,
Nos resta;
quando se há vontade,
Ir aquém do ritmo; a que éramos
acostumados...e,
verter o tempo.
Verter  a nosso favor!
Ao nosso ritmo e  compasso.
Nossos aliados, e únicos !
E aí,
Já não importa!..,
sinceramente,já não importa o tempo!
Enquanto nos servir;
será escravo nosso.
Não nos incomoda mais.
Estamos sábios!
Não vivemos mais,
à sua mercê.
Dele,esquecemos até;
É como no teatro;
Num só ato.
Vivemos  tudo.
Sem música, sem ritmo...
Vivendo.
As dores do tempo...estão aí
Doendo.
E doem.
Mas já  sabemos como ludibriá-las;
as dores !
Mesmo, sabendo que tenhamos
De enganarmos,a nós mesmos...
Se,
for em forma de lágrimas
Doídas sim...
Que seja!
Que venham!
Dignidade não se perde em lágrimas.
Mas o orgulho!
Ah !...esse dói.
Ah!... sim.
E como dói!..
As lágrimas,essas apenas
Serão lágrimas porque
Sabemos;
Que as dores  vieram,
Vieram muito...
muito antes,
Do tempo.
Do tempo
Programado!...

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