Imperfeição!...
Tenho visto tanta tristeza
nos olhos do mundo;que
preciso preservar o meu!
Não quero mais inquietude além,
da que estou vivendo...
Tô querendo é achar um jeito
de me acomodar,
nesse fim de tarde,
nesse entardecer de inverno;
que em mim se faz outono,
em estação quase primavera;
Não quero esse pranto
Preso, guardado,contido
quero solto;
é pranto...
é invertido; no inverno!
mas é pranto!
Lágrimas de caminho inverso,de volta à alma.
Lagrimas que pra aliviar;
não se quer fazer canção...
quer apenas inundar,invadir encharcar-se;
Por hora,quero apenas lavar
não as do mundo,
as minhas feridas; todas!
as minhas e as da minha alma.
São tantas, que mesmo se misturando,
são singular,
não se pluralizam...
mas as conheço
E delas,
só eu dou conta!
De outras dores, não mais,
mesmo se outras;da minha'lma fossem..
É urgente;
primeiro aquelas,...
dessas outras; cuido muito depois!
Quero extrair delas; canção!.
canção da alma,que canta na alma e acalanta!
E ao se canta-la,juntas eu e ela,;
entenderíamos,uníssimas...
nossas perdas,
nossos sonhos adormecidos.
Minha'alma e eu,
já não suportamos mais,
tanta insurreição contida!
quero libertar-nos ,que eu, nos tire as ataduras
que o mundo nos colocou.
Quero lavar-nos dessa inglória...
Tudo para continuarmos inteiras.
lavadas em lágrima;
mesmo sem que se exponham;
Dá-nos a mim e à ela,
o amor à imperfeição;é preciso;
mesmo sendo tão impreciso.
é mais honesto,
nos humanizam,
não quero a ilusão
dos perfeitos...
quero os loucos perfeitos...
prefiro, quero-os aos normais.
brindarei a imperfeição!
Quero a remissão;
da minha alma,
e de mim mesma...

imperfeição!
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