Nunha janela!...

Ninha'lma,feito eu mesma,
quer uma janela;
não pra se debruçar sobre si mesma.
Quer o encamento do que ali pode se ver,
ou ficar a imaginar o que se quer ver...
Tem que ser uma janeira com o peitoral largo,
e logo a baixo,uma jardineira,
de flores miúdas,
de preferencia bem em frente  à dama da noite.
Quero ficar ali,e ver,
a banda passar!
Quero ver também, aquele que
por decerto minha alma espera.
Calça de linho branco,chapéu dobrado
Uma bengala comprilda, não para lhe 
equilibrar os passos;
apenas para compor a elegancia
de um bom rapaz!
Na janela quero espaço à minha direita,
e à minha esquerda.
De um lado com certeza terei um vaso;
com um lindíssimo arranjo floral...
Do outro lado espaço vazio,
lindo de tão singelo!
para quando encontrar quem min'alma busca,
já se tenha espaço suficiente pra  dois.
Se for de dia,cumprimentarei graciosamente,
com um sorriso de esperança,quem por ela
passar e me notar.
Se for à noite,quem chegar por detraz de mim,
terá uma bela imagem,
imagem que pintor nenhum foi capaz de fazer,
estará naquela janela debruçada de maneira escultural,
não apenas eu;
minh'alma e eu mais;
todos os sonhos inimagináveis de uma donzela,
delicada como seus sonhos,
contornada pelo céu azul com estrelas a lhe
enfeitar o fundo moldural!
A dama da noite,solícita,perfumou a noite,
já não é necessário que se acrecente nada.
Gostamos, ela e eu, de janelas...
largas,abertas às estrelas; com uma
cortina de cambraia fina...
esvoaçante,
acarinhando-nos os ombros...
Nos encantamos tanto;que minha'lma
ousada,em cantar,cantaria umcanto!
Envergonhada dos sonhos que sonhei,
com minha'alma,
sem que ela se apercebesse,
me retiro sem graça,discretamente,
pois minha'lma nessa noite,
não encontrou quem buscava,
e eu solidária à ela,e à mim,
sem que ela nunca tenha sabido,
me recolho, a mim e à ela...
com a promessa de um novo dia,
numa outra noite,deixá-la exposta,
de volta ao canto,
no canto em que me encosto
na janela!... 

me encosto!
me encosto!Ninha'lma,feito eu mesma,
quer uma janela;
não pra se debruçar sobre si mesma.
Quer o encamento do que ali pode se ver,
ou ficar a imaginar o que se quer ver...
Tem que ser uma janeira com o peitoral largo,
e logo a baixo,uma jardineira,
de flores miúdas,
de preferencia bem em frente  à dama da noite.
Quero ficar ali,e ver,
a banda passar!
Quero ver também, aquele que
por decerto minha alma espera.
Calça de linho branco,chapéu dobrado
Uma bengala comprilda, não para lhe 
equilibrar os passos;
apenas para compor a elegancia
de um bom rapaz!
Na janela quero espaço à minha direita,
e à minha esquerda.
De um lado com certeza terei um vaso;
com um lindíssimo arranjo floral...
Do outro lado espaço vazio,
lindo de tão singelo!
para quando encontrar quem min'alma busca,
já se tenha espaço suficiente pra  dois.
Se for de dia,cumprimentarei graciosamente,
com um sorriso de esperança,quem por ela
passar e me notar.
Se for à noite,quem chegar por de traz de mim,
terá uma bela imagem,
imagem que pintor nenhum foi capaz de fazer,
estará naquela janela debruçada de maneira escultural,
não apenas eu;
minh'alma e eu mais;
todos os sonhos inimagináveis de uma donzela,
delicada como seus sonhos,
contornada pelo céu azul com estrelas a lhe
enfeitar o fundo moldural!
A dama da noite,solícita,perfumou a noite,
já não é necessário que se acrescente nada.
Gostamos, ela e eu, de janelas...
largas,abertas às estrelas; com uma
cortina de cambraia fina...
esvoaçante,
acarinhando-nos os ombros...
Nos encantamos tanto;que minha'lma
ousada,em cantar,cantaria um canto!
Envergonhada dos sonhos que sonhei,
com minha'alma,
sem que ela se apercebesse,
me retiro sem graça,discretamente,
pois minha'lma nessa noite,
não encontrou quem buscava,
e eu solidária à ela,e à mim,
sem que ela nunca tenha sabido,
me recolho, a mim e à ela...
com a promessa de um novo dia,
numa outra noite,deixá-la exposta,
de volta ao canto,
no canto em que me encosto
na janela!... 

me encosto!
me encosto!

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