Sem guerras!...
Não quero guerras,
me bastam as minhas interiores.
Nem sei quando em mim mesma,
me ataco ou
nem mesmo quando me defendo...
Sei de uma guerra que nela,
eu sempre perco a batalha.
Não sei, não gosto de só estar!
Meus sonhos,são todos construidos
num mutirão de mãos que dão
em cumprimentos,
abraços que se alargam pro abraço.
Por olhos que percorrem em segundos,
quilometros nos espaços que meus
olhos alcansam...
Minhas pernas, vão e venhem com
tal destreza, que nem me lembram
das outras minha pernas de quando
estou só! Paralizam.
E nem quero aprender a ser só! Dói!
Vou buscar pra mim,um canto que
me encante,e seja um canto de juntar
muita gente!Então cantarei...
Sei que pra vida, vou perdendo os aconchegos
que criei na ilusão de que seriam meus.
Não me preparei,
esqueci de me lembrar,
que ela poderia chegar um dia.
E no agora, me resta a luta.
Uma batalha pra mim cruel...
Preciso ir ao encontro de mim mesma,
lá onde eu me esquecí...
Tomar posse de mim,e aprender
que estar só,não significa;
necessariamente,solidão!
Perdi a aula no dia dessa lição!
Agora, tenho que seguir...
tentando compreender,aceitar e
viver um tempo novo...
um tempo novo,
numa dor já tão antiga em mim...
Mesmo que; estar só,
não seja solidão implícida,
impregnou-se em mim;
só com presenças me completo,
me reconheço!

o caminho!
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