nós...
Desorienta-me o coração
essa minh'alma...
quando desatenta, desaninha-me
Quando fútil, encanta-se por um encanto e vai;
de mim se desprende,deixando-me assim;só...
Vai por mundos que não os nossos.
Bem o sabemos ela e eu.
Mas vai; dou-lhe licença,pois;bem sei que é leviana,
inconstante essa pobre alma minha...frívola até!
Desnuda nossas mazelas todas;
as suas e as minhas...
Despudorazamente me expõe,
mas encanta-me mesmo no meu desencanto...
e me rio de mim mesma...
ah! coração perverso!
Mas inda assim és linda minh'alma...
quando assim se expõe tão verdadeiramente,
nua sem nuâncias pra se desvendar.
Mas fere-me a mim...
vê-la assim lucidamente em descoberto...
Dói-me ser assim dela submisso...
tal o seu poder sobre mim, pobre coração sem alma.
ter-me assim como que por ela hipnotizado.
num descuido meu,e ei-la, de volta.
ao que somos nós dois.
Então nos pomos a nos olhar assim;
como quem querem-se mergulhar no outro...
e nos mergulhamos!
Somos outra vez,nós dois inteiros!
Infinitamente limitados
um em cada um...
e finitamente ilimitados em nós...
Somos assim,
eu e minh'alma
minh'alma e eu;
nós!
- graça-

coração e alma!
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