por onde...
A vagareza do tempo;alonga a agonia
que minha alma consome...
e a impotencia de organizá-lo ou
reorganizá-lo enfraquece e doí-nos na alma.
Minha mãe está assim...distante de qualquer tempo.
Suas mãos antes habilidosas;
agora são de um querer não fazer nada,
que entorpeçe meus olhos...dilata em dor meu coração.
Procuro no tempo quem da vida se ausentou de amar;
Não sei o que fazer...
nada lhe interessa por muito tempo.
Ando buscando respostas que já conheço de cor.
Ando esperando pelo que eu sei que não virá.
Não sei como curar meu coração quando de mim
ela está tão ausente...
mesmo presente ante meus olhos.
Minha cabeça esvazi-a se de tanto querer
da solidão dela dar conta...
E ela nem se dá cnta da solidão,
que ela criou pra si...nem se apercebe
que das coisas ela nem dá mais noticias...
Mas eu acho que a ela ;
só eu conto...
pregou-se em mim impregnou-me
com sua alma na minha...
se dela me aparto...
já quero logo pra ela voltar...
Então eu peço a Deus que me ensine
o amor;
o mais profundo amor...
pois só ele, o amor,
há de nos curar a mim
e à ela...
Necessitamos nós duas
de nosso amor!
Bença mãe!
-dagraça-
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